Alimentos verdes e a alcalinização do terreno
A lista de verdes que sustenta o método, por que os sucos rendem mais que a salada e como reduzir o índice glicêmico sem abrir mão de fruta.
Um fator simples auxilia na harmonização do organismo mais do que quase qualquer protocolo: a adição de alimentos verdes à rotina alimentar.
O verde é a cor do centro do arco-íris — a que traz equilíbrio e centramento. Os alimentos verdes, especialmente as folhas escuras comestíveis, são expressões da medicina universal, úteis tanto para a regeneração quanto para a manutenção.
A enorme incidência de doenças da civilização atual poderia ser reduzida pelo simples acréscimo de quantidades significativas de verdes, especialmente na forma de sucos.
A lista
Hortaliças verde-escuras: couve, salsinha, folha de brócolis, folha de couve-flor, chicória, coentro.
Algas: chlorella e spirulina.
Sumo de capim — isso mesmo: colha capim e extraia o sumo no liquidificador, com água ou água de coco.
Folhas de espécies selvagens comestíveis: pinheiro, amoreira, morangueiro.
Pepino.
Limão — água pura com o suco de um limão espremido pela manhã é uma das melhores maneiras de começar o dia.
Por que em forma de suco
A salada é boa. O suco é melhor por uma razão prática: cabe muito mais folha em um copo do que em um prato.
Quando a recomendação é "quantidades significativas — quanto mais, melhor", o formato deixa de ser preferência e passa a ser o que torna a quantidade possível.
O outro lado da conta: o índice glicêmico
Acrescentar verde é metade do trabalho. A outra metade é diminuir ou eliminar os alimentos de alto índice glicêmico: arroz branco, macarrão, açúcar refinado, refrigerante, suco industrializado.
O motivo já foi visto no terreno biológico — glicose livre circulando é o combustível dos fungos e das bactérias que desequilibram o organismo.
E as frutas doces?
Aqui está o detalhe que evita o exagero de eliminar fruta da vida.
No caso das frutas naturalmente adocicadas, dá para contornar o problema mastigando-as muito bem. A saliva interage com o conteúdo glicêmico e a assimilação acontece de forma otimizada, sem pico de glicemia na corrente sanguínea.
"Mastigue os líquidos e beba os sólidos." A digestão começa na boca, e o alimento precisa permanecer ali um bom tempo antes de descer pela garganta. É a intervenção mais barata que existe: não custa nada e muda a resposta glicêmica do que você já come.
O jejum matinal como porta de entrada
Uma boa ideia é experimentar jejuar pela manhã, tomando apenas água com suco de limão — que ajuda bastante na alcalinização.
Não é arbitrário: o ciclo natural de desintoxicação do organismo vai até por volta das 11 da manhã. Colocar comida densa dentro desse ciclo é interromper um trabalho no meio para começar outro.
O ritmo real
Gradualmente, a sensação de conforto dentro do próprio corpo se amplia.
Gradualmente é a palavra. Nada disso produz um resultado dramático em uma semana, e é exatamente por isso que funciona: é a única parte do método que se sustenta como estilo de vida, e não como protocolo com data para acabar.
Os protocolos abrem espaço. Os verdes são o que ocupa o espaço aberto — e o que decide se, seis meses depois, você ainda vai estar onde chegou.