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Daniél RochaAlkaline Man

Alimentos verdes e a alcalinização do terreno

A lista de verdes que sustenta o método, por que os sucos rendem mais que a salada e como reduzir o índice glicêmico sem abrir mão de fruta.

Por Daniél Rocha · Naturopata · Neuronutrição3 min de leitura

Um fator simples auxilia na harmonização do organismo mais do que quase qualquer protocolo: a adição de alimentos verdes à rotina alimentar.

O verde é a cor do centro do arco-íris — a que traz equilíbrio e centramento. Os alimentos verdes, especialmente as folhas escuras comestíveis, são expressões da medicina universal, úteis tanto para a regeneração quanto para a manutenção.

A enorme incidência de doenças da civilização atual poderia ser reduzida pelo simples acréscimo de quantidades significativas de verdes, especialmente na forma de sucos.

A lista

Hortaliças verde-escuras: couve, salsinha, folha de brócolis, folha de couve-flor, chicória, coentro.

Algas: chlorella e spirulina.

Sumo de capim — isso mesmo: colha capim e extraia o sumo no liquidificador, com água ou água de coco.

Folhas de espécies selvagens comestíveis: pinheiro, amoreira, morangueiro.

Pepino.

Limão — água pura com o suco de um limão espremido pela manhã é uma das melhores maneiras de começar o dia.

Por que em forma de suco

A salada é boa. O suco é melhor por uma razão prática: cabe muito mais folha em um copo do que em um prato.

Quando a recomendação é "quantidades significativas — quanto mais, melhor", o formato deixa de ser preferência e passa a ser o que torna a quantidade possível.

O outro lado da conta: o índice glicêmico

Acrescentar verde é metade do trabalho. A outra metade é diminuir ou eliminar os alimentos de alto índice glicêmico: arroz branco, macarrão, açúcar refinado, refrigerante, suco industrializado.

O motivo já foi visto no terreno biológico — glicose livre circulando é o combustível dos fungos e das bactérias que desequilibram o organismo.

E as frutas doces?

Aqui está o detalhe que evita o exagero de eliminar fruta da vida.

No caso das frutas naturalmente adocicadas, dá para contornar o problema mastigando-as muito bem. A saliva interage com o conteúdo glicêmico e a assimilação acontece de forma otimizada, sem pico de glicemia na corrente sanguínea.

"Mastigue os líquidos e beba os sólidos." A digestão começa na boca, e o alimento precisa permanecer ali um bom tempo antes de descer pela garganta. É a intervenção mais barata que existe: não custa nada e muda a resposta glicêmica do que você já come.

O jejum matinal como porta de entrada

Uma boa ideia é experimentar jejuar pela manhã, tomando apenas água com suco de limão — que ajuda bastante na alcalinização.

Não é arbitrário: o ciclo natural de desintoxicação do organismo vai até por volta das 11 da manhã. Colocar comida densa dentro desse ciclo é interromper um trabalho no meio para começar outro.

O ritmo real

Gradualmente, a sensação de conforto dentro do próprio corpo se amplia.

Gradualmente é a palavra. Nada disso produz um resultado dramático em uma semana, e é exatamente por isso que funciona: é a única parte do método que se sustenta como estilo de vida, e não como protocolo com data para acabar.

Os protocolos abrem espaço. Os verdes são o que ocupa o espaço aberto — e o que decide se, seis meses depois, você ainda vai estar onde chegou.

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