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Daniél RochaAlkaline Man

Probióticos, superalimentos e a reconstrução da mucosa

Limpar abre microfissuras e remove flora junto com o resíduo. Glutamina, babosa e probióticos são o que fecha a conta — com o momento certo de começar e de parar.

Por Daniél Rocha · Naturopata · Neuronutrição3 min de leitura

Toda limpeza intestinal tem um efeito colateral inevitável: ela remove, junto com o resíduo, parte da flora que você quer manter. E expõe microfissuras e ulcerações que estavam cobertas pelas camadas antigas.

Ignorar essa parte é o motivo mais comum de o intestino voltar a piorar algumas semanas depois de um protocolo que parecia ter dado certo.

Os dois elementos que regeneram a mucosa

Babosa (aloe vera), presente no coquetel desintoxicante — gel transparente de uma folha, duas colheres de sopa de vinagre de maçã, meia colher de chá de sal rosa ou marinho e dois copos de água, batidos no liquidificador e bebidos entre as refeições.

Glutamina. É o aminoácido que constitui as células da mucosa — o tijolo com que a parede é refeita.

Procure glutamina pura, do tipo vendido em lojas de suplementação para atletas.

Dose: uma colher de sopa rasa do pó em água, suco ou no próprio coquetel, três vezes ao dia.

Janela: comece uma semana antes do início do trabalho com os intestinos e mantenha até uma semana depois da conclusão. Começar junto com o protocolo é tarde — a mucosa precisa chegar abastecida.

Os probióticos

Toda noite, junto com o Oxy-Powder, alguma forma de probiótico. Não é opcional em nenhuma fase de limpeza: você está reduzindo população microbiana em bloco, e a reposição precisa acontecer na mesma velocidade.

Serve o que estiver ao alcance — uma colher de chá de iogurte de amêndoas, um copo de kefir de água de coco.

Existe, porém, uma escolha que rende mais: os probióticos do gênero Sporogenes, quando usados junto do Oxy-Powder. O motivo é específico — eles se alimentam dos fungos hospedados nos intestinos, fazendo um trabalho de limpeza que os outros não fazem. Uma cápsula por noite, se você tiver acesso.

Os superalimentos, e por que eles são estratégia e não enfeite

Quanto mais densamente nutritiva for a dieta, menos fome e menos vontade de porcaria você sente durante o processo.

Isso não é força de vontade. É que o corpo mal nutrido pede comida até conseguir o que falta, e o que falta raramente é caloria.

Por isso: spirulina, chlorella, gergelim, linhaça e outros. Eles suprem microelementos, minerais e vitaminas e mantêm o corpo satisfeito — o que, na prática, é o que faz uma pessoa conseguir cumprir seis ou sete dias de dieta restrita sem desistir no terceiro.

Sobre a eliminação líquida

Durante o processo com Oxy-Powder, a eliminação acontece de forma líquida ou pastosa. Isso é normal e desejável.

Não é diarreia. A diarreia é ácida e irrita as membranas; a eliminação do protocolo é suave e não agride a mucosa. O produto também não vicia o sistema nem agride as mucosas como um laxante comum faria.

Vale saber disso antes, porque o susto na primeira vez faz muita gente interromper na metade.

Os ciclos

O processo com Oxy-Powder dura seis dias. Depois, descanse algumas semanas e repita o ciclo.

O sinal de que a limpeza terminou é objetivo: quando, depois de alguns ciclos, você perceber que só estão sendo eliminados resíduos de alimentação recente, o trabalho está concluído.

O que sustentar depois

Beba bastante líquido ao longo do dia e mantenha uma rotina de exercícios, ainda que leve, durante toda a desintoxicação.

E mantenha os probióticos por um tempo depois do fim do protocolo. A flora leva semanas para se restabelecer, e é nesse intervalo — quando o protocolo já acabou e a atenção já baixou — que o terreno costuma ser reocupado por quem você acabou de expulsar.

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